sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Músicas para todas as tribos e todos os gêneros, confira:

Música do surdo: “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.”(Engenheiros do Hawai)
Música do mudo e do surdo: “Eu quis dizer, você não quis escutar!!!”(Paralamas do Sucesso)

Música do leproso I:“Já não tenho dedos pra contar…”(Lulu Santos)

Música do leproso II:”Jogue as suas mãos para o céu.”(Kid Abelha)

Música do sexo anal:“Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do quefaz. Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer, você resistir e sorrir!!!”(Jingle de final de ano)
Música do japonês excitado:”Meu pintinho amarelinho, cabe aqui na minha mão…”(Gugu Liberato)

Música do pão duro:“Amanhã de manhã vou pedir UM café pra nós DOIS!!!” (Roberto Carlos)

Música do surfista tarado:”COMO uma onda no mar!!!”(Lulu Santos)

Música dos anãos:“Então eu me afogo num copo de cerveja…”(Só Pra Contrariar)

Música da virgem:”Como é que uma coisa assim machuca tanto…”(Só Pra Contrariar)

Música do epilético:“… o corpo estremece, as pernas desobedecem. …”(Ara Ketu)

Música do desodorante vencido:”Quando você passa eu sinto o seu cheiro…”(Banda Eva)

O Código Djavan.

O livro “O Símbolo Perdido”, de Dan Brown tem vendido horrores. O que muita gente não sabe é que o autor de sucessos como “O Código DaVinci” já está produzindo um novo best seller: “O Código Djavan”. Na história, o pesquisador Robert Langdon vem ao Brasil descobrir quem matou a MPB. E todas as pistas estão espalhadas em músicas do Djavan. A história promete. O herói do livro é um sujeito que está acostumado a decifrar códigos matemáticos, charadas, etc. Mas ele sua frio diante de letras como
“Pétala”:
“Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar”
A trama leva Robert a uma conspiração engendrada pela sociedade secreta “Odara ou desce”, liderada por Caetano Veloso. Formada por pessoas como Lenine e Max de Castro, a sociedade tem o costume de assassinar músicas indefesas com aliterações e metáforas metidas a besta. Com o objetivo de espalhar o caos e letras sem sentido, a sociedade teria se inspirado em Djavan para criar um gênero musical em que a pretensão e o uso aleatório de palavras supostamente exóticas têm mais valor do que a poesia honesta. Eles teriam assassinado Vinicius de Moraes com uma dose de uísque envenenado.Caçado por críticos baba-ovos, fãs ensandecidos e o fantasma de Wally Salomão, Robert tem apenas 24 horas para decifrar o enigma antes que Gilberto Gil lance um novo disco e dê início a mais uma geração de cantoras-revelação e cópias pioradas do Otto. A aventura o leva a enfrentar desafios terríveis, como uma entrevista com Amaury Jr e uma luta homem-a-homem com o guarda-costas de Caetano, a terrível Paulinha. Robert conta com a ajuda de Maria Carolina. Surge a possibilidade de um romance, mas o personagem se frustra ao saber que a cantora está mais para Zélia Duncan do que para Elis Regina. Depois de escapar de resenhas de vinhos feitas por Ed Motta e dos gritos de Edson Cordeiro, o pesquisador conclui que, bem, é isso aí mesmo, “Açaí, guardiã/ zum de besouro/ um imã.”

Vai ser um sucesso. Ou não.

Obrigado, Vancouver!!!!

Passei o Carnaval enfurnado em casa. E para quem fica quatro dias praticamente sem ver a cara da rua, a tevê se mostra naturalmente como uma das opções de passatempo. Nessa época do ano, o problema costuma ser a mesmice da programação nas redes abertas, pois o “reinado de Momo” toma conta da telinha. Na Globo, desfile das escolas de samba. Na Band, a “folia” em Pernambuco e na Bahia. Na Rede TV!, os “bastidores do Carnaval”.Pra quem gosta, um prato cheio. Mas, pra quem não vê muita graça, um tédio só. No caso da Band, a coisa podia ficar até grave, como o telespectador ser “contaminado” pela nova praga disseminada pela música baiana. O troço atende pelo nome de “Rebolation”, lançado por um grupo chamado Parangolé. E a Rede TV!, então? Um desfile de celebridades de segunda que aproveita o ensejo para tentar aparecer e desfila por aí com pouca ou sem roupa. Então, o que acontece? Uma sucessão de revelações interessantíssimas. Quer saber algumas?A modelo Sabrina Boing Boing, que ostenta um litro e meio de silicone em cada seio, confessou que adicionará mais 500ml para o Carnaval de 2011.Já a dançarina Mulher Morango sempre usa calcinha vermelha quando participa de eventos que considera marcantes.Lembra do breguíssimo Trio Los Angeles? Ainda está na ativa, e o vocalista Márcio planeja vôos mais altos: vai lançar um disco solo! “Isso tudo” eu conferi em uns 30 minutos. Imagine o que rolou em cinco noites de cobertura...Porém, não posso reclamar. Este ano, que não curte ver a folia na tevê e gosta de esportes pôde se esbaldar: a Record exibe desde o dia 12 – coincidentemente, a sexta-feira que antecedeu o Carnaval – os Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem em Vancouver, no Canadá. Apesar de não termos esportes com o quais somos íntimos, pra compensar somos presenteados com um show de imagens – sem falar na radicalidade e adrenalina de quase todas as modalidades.Tá certo que rolam alguns negócios esquisitos, como o curling (uma espécie de “bocha gelada”). Mas como não ficar vidrado com a plasticidade da patinação artística, ou com a velocidade alucinante do luge, do snowboard e do esqui? E com o calor infernal que anda fazendo por aqui, um gelo vai bem – nem que seja na telinha!

sábado, 19 de setembro de 2009

A TV forma informa ou deforma?

"A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação."
"A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação."
"A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não..."
"A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida, como também as vista..."
"A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças..."
"Sempre ou quase sempre a TV esta mais perto de nosco... fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro."
"A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral."
"A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de colomoção."
"A TV é o oxigênio que forma nossas idéias - ... por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar homens."
"A TV ezerce poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias."
"Nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso..."
"A TV acomoda aos tele inspectadores..."
"A televisão pode ser definida como uma faca de trez gumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar..."

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Twitter virou drama

Um modismo não é nada sem a ajudinha básica dos jornalistas. Vejam só: o Twitter sofreu uma pane nesta quinta-feira. Bidu, o fato rendeu matéria mostrando o “drama” dos usuários. “Não posso contar ao mundo o que estou fazendo", diz um entrevistado. É mesmo um drama. Fiquei sem saber o que ele comeu no almoço. Um horror, meu Deus.
Os modernetes precisam aprender a relativizar as coisas. O Twitter pode ser revolucionário quando permite que os iranianos contem ao mundo o que se passa com eles. Mas acho que é preciso um governo de aiatolás para inspirar o povo a fazer do Twitter algo que preste. Por enquanto, o Twitter ainda é, em 90% dos casos, um balde para o descarrego de gente que sofre de incontinência opinativa. Ou que trepa menos do que deveria.
Sócrates foi obrigado a beber cicuta na Grécia Antiga. Preferiu morrer defendendo suas idéias. Quando um usuário do Twitter estiver disposto a morrer por aquilo que escreve, aí eu vou aceitar os argumentos em defesa do site. Por enquanto, acho que ninguém se arrisca a morrer por ter escrito “Hoje fui ao cinema, u-hú!”
Governadores têm Twitter. Celebridades mongas têm twitter. Isso é um péssimo sinal. Einstein provavelmente não teria Twitter. Ele preferia bolar tratados científicos em vez de comentar o seu final de semana ("Ganhei um Nobel! Não é di-mais?"). Isso me faz pensar que o Twitter é um ótimo lugar para validar a opinião de quem não consegue convencer as pessoas por vias normais.
Einstein não tinha Twitter. E nem bom gosto pra moda de praia.
E vale lembrar: o orkut também virou capa de revista há alguns anos. Tinha gente dizendo que o mundo não seria mais o mesmo depois dele. E não é mesmo: hoje posso encontrar 60 mil comunidades do tipo “Eu adoro dormir de conchinha”. E aí? Alguém ainda leva o orkut a sério?
Revolução é ter inventado o controle remoto. O resto é papo.

Por: Walter Carrilho